quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aulão de Krav Maga


Historia da Krav Maga
 
Década de 1940: guerra, violência e morte. Era urgente o surgimento de um meio de se manter vivo. Os mais fortes, com um pouco de sorte, sobreviviam, os outros morriam. Fruto da necessidade básica de sobrevivência, o Krav Maga nasceu em meados dos anos 40 pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel.
E foi a partir desta necessidade de lutar pela vida que um homem, Imi Lichtenfeld (Z"L), criou um método para sobreviver no meio de todo aquele horror. Percebeu que todas as técnicas de combates e lutas que existiam de nada valiam diante daquela realidade. E tendo como ferramenta apenas seu próprio corpo, como que iluminado, percebeu que esta "ferramenta" poderia ser muito poderosa; entendeu que seus movimentos naturais poderiam ser trabalhados para a defesa própria e combate e que os seus pontos fracos e sensíveis também o eram para seus inimigos e adversários, afinal, um corpo humano é um corpo humano. Com esta conclusão, que a nós parece óbvia, decidiu criar uma técnica corporal e espiritual que seria eficiente para qualquer um, independente de força ou preparo físico, idade ou sexo, defender sua vida com aquilo que possuía, sua mente e seu corpo.

Em meados de 1940, nasceu o Krav Maga pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel, pouco antes de sua independência. Um caminho de vida para o homem dos novos tempos, que traz soluções para qualquer tipo de violência, seja ela armada ou desarmada e até mesmo contra ataques terroristas e situações com reféns. Como é possível? É possível pelo fato de seu princípio ser verdadeiro, inquestionável e incondicional, ele funciona para todos e em qualquer situação. Tendo como berço os movimentos de resistência de judeus da Europa durante a 2ª Guerra, se desenvolveu e amadureceu em Israel, sendo utilizado pelos grupos de defesa que ali existiam e, com a independência do Estado em 1948, tornou-se a filosofia de defesa adotada pelo Tzahal, serviço militar israelense, polícia e serviço secreto. No início era restrito apenas à elite militar mas a partir de 1964 foi liberado o ensino aos militares em geral e à população civil dentro do Estado de Israel.
E foi neste momento que seu criador, com a preocupação de dar continuidade à sua obra transmitindo-a para o resto do mundo e para as próximas gerações, selecionou um pequeno grupo que seria treinado e preparado para este fim, do qual o Mestre Kobi é parte integrante. Em 1987, foi liberada a saída do Krav Maga para fora de Israel.
Vários países como EUA, Inglaterra e França solicitaram cursos que obtiveram grande sucesso e aceitação. Em 1990, o primeiro faixa preta saiu de Israel para difundir o Krav Maga; Mestre Kobi chega ao Brasil, como o único representante da arte na América do Sul.


A Filosofia - Uma arte na essência da palavra

O Krav Maga é uma arte na essência da palavra, pois transmite ao praticante idéias e sentimentos. Ele cria um caminho de vida competitivo, onde o aluno compete consigo mesmo e alcança suas metas por si só. O treinamento estimula a vontade de se superar; não só fisicamente, mas em todos os aspectos do ser humano.
É uma arte eminentemente prática que, através do trabalho corporal, atinge a mente, o intelecto e a espiritualidade. É empírica por trabalhar o corpo para então atingir a mente. O Krav Magá não diz verdades teoricamente, ele estimula a busca individual. Uma das metas principais é a conquista da autoconfiança.
É uma arte de defesa pessoal. Definir defesa pessoal como a maneira de se defender de um ataque é não dar o devido valor ao seu significado. Aprende-se defesa pessoal, primeiro porque qualquer ser vivo precisa saber se defender de uma agressão física; e, em segundo lugar , pela consciência dos benefícios que este saber traz. O não sentir-se ameaçado (fisicamente ou não), o sentir-se capaz, acreditar em si mesmo, a luta pela superação pessoal, o desafio de se impor objetivos e transpor barreiras, além do aspecto do aumento de preparo físico, levam ao aprendiz de defesa pessoal a uma vida mais saudável, física e mental.
Para aqueles que, pelo motivo que for, acham que defesa pessoal não é uma atividade compatível com sua personalidade, saibam que desconhecê-la não irá livrá-los da violência - e nós vivemos em um mundo violento e hostil.
Mas o que é violência? A violência é algo com vida própria, não é como a fome que se acaba quando nos alimentamos, não a eliminamos ao saciá-la, pois ela se alimenta dela mesma, é um mal que sempre existiu e sempre existirá. Viver em paz e respeitando o próximo não o afasta da possibilidade de ser agredido; não existe vacina contra isso.



Preparação Espiritual - Coragem, equilíbrio emocional, paciência, respeito

Krav Maga é uma arte moderna, criada a partir da realidade atual, que, sem discurso teórico, infiltra nos praticantes um caminho de vida saudável e íntegro, construindo cidadãos responsáveis e capazes de buscar seus objetivos. As regras das aulas são de âmbito educacional que, quando incorporadas, trabalham os quatro princípios do caminho de vida do Krav Maga:
Coragem: enfrentar obstáculos, não importando a sua dimensão; Equilíbrio emocional: controlar as emoções, não permitindo que o medo impeça a ação; Paciência: uma mudança de postura em relação a vida e a si próprio: acontece gradativamente, cada um ao seu tempo; Respeito: respeitar a si próprio e ao próximo, até mesmo o inimigo. 

O aluno aprende estes princípios através da rotina do treinamento físico e suas dificuldades, consciente do percurso necessário para adquiri-los. Adultos, crianças ou adolescentes assimilam estes princípios com a mesma intensidade, que passam a ser parte de sua própria natureza; a vontade de lutar por seus objetivos e a persistência mesmo ao encontrar dificuldades, o equilíbrio diante das situações, a independência. Tudo isso o coloca em posição de total autocontrole e afastado da violência.
É necessário dizer que, alimentando o intelecto, os hábitos de cada um o afastam de situações de violência. O treinamento inclui, na maioria das vezes, barreiras físicas e psicológicas que cobram do aluno a preparação espiritual para prosseguir e vencer as dificuldades e obstáculos encontrados durante os treinos.
Para ter condições de se defender, é necessária a união entre o conhecimento técnico e a capacidade mental.

Fonte: http://www.kravmaga.com.br/?id=historia-filosofia

 

 

 


 


Aulão de Boxe

O que é o boxe

O boxe é um desporto de combate que coloca frente a frente dois lutadores que se enfrentam em busca do título de melhor boxeur. Trata-se de uma arte marcial agressiva mas que, ao contrário de outras modalidades como o Muay Thai ou Savate, utiliza apenas os punhos, quer para defender ou atacar. O termo boxe deriva da expressão inglesa “to box” que significa bater ou bater com os punhos (pugilismo). Este estilo de luta é praticado há milhares de anos e tem milhões de adeptos e praticantes em todo o mundo

A origem do boxe

O boxe como desporto já é conhecido e praticado há várias décadas e a sua origem remonta a Creta em 1500 A.C. Começou por ser praticado na Grécia e em Roma e era um desporto muito violento e desumano, pois os lutadores enfrentavam-se até à morte. Este tipo de luta foi adotado mais tarde pela primeira vez numa Olimpíada em 668 A.C. Tratou-se da 23ª edição dos Jogos Olímpicos da Antiguidade e os boxeurs utilizavam faixas de couro nas mãos para proteger os dedos e lutavam até que um deles caísse inanimado ou admitisse a derrota. Com a queda do Império Romano, perdeu-se um pouco a cultura do boxe, mas tudo leva a crer que ele continuou a ser praticado, visto que a sua prática foi assinalada no fim do século IX, no Sul de Inglaterra.

A afirmação do boxe a partir do século XVII

Depois de um período mais conturbado, em que não se assistiu a qualquer evolução da modalidade, o boxe popularizou-se em Inglaterra, a partir do século XVII. Os boxeurs passaram a combater por dinheiro e isso foi suficiente para surgirem novas técnicas, como a introdução do jogo de pernas e o jogo ofensivo, o que atraiu milhares de novos praticantes. O nobre inglês Marquês de Queensbury sentiu a necessidade de regulamentar este desporto e, como tal, criou determinadas regras para deixar o boxe menos violento, como por exemplo:
  • Os combates passariam a ser dentro de um ringue de cordas da forma como hoje é conhecido;
  • Os lutadores começaram a ser divididos por pesos e categorias;
  • Os boxeurs utilizavam sempre umas luvas de boxe durante um combate. Acabava o boxe a punhos nus;
  • Passou-se a utilizar uma proteção nos dentes;
  • O público ficou separado dos atletas;
  • Cada assalto tinha a duração de três minutos com intervalos de um minuto entre eles para que os atletas conseguissem recuperar as suas forças.
Estas alterações contribuíram para o desenvolvimento do boxe como desporto e favoreceram a tática, a velocidade de execução, o aperfeiçoamento desportivo e a estética. Esta evolução e mudança de mentalidade garantiram uma emoção acrescida à prática da modalidade.


O boxe no século XX

No início do século XX, o boxe era já um desporto muito conhecido no Continente Europeu e a sua inclusão nos Jogos Olímpicos de Saint Lois em 1904, fez com que esta arte marcial ficasse conhecida em todo o mundo. Desde então que o seu crescimento não mais parou e na memória de todos ficaram nomes como Rocky Marciano, Muhammad Ali, Teofilo Stevenson, Joe Frazier, George Foreman, Lennox Lewis, Jeff Fenech, Sugar Ray, entre outras lendas.

O aparecimento do boxe no Brasil

O boxe chegou ao Brasil com os emigrantes alemães e italianos no final do século XIX e início do século XX. Os primeiros combates foram realizados nas docas de Santos e Rio de Janeiro entre marinheiros europeus. Este estilo de luta começou a ser conhecido e praticado por vários atletas, no entanto a sua difusão foi lenta. A partir dos anos 60, o boxe ganhou um novo fulgor e isso deveu-se aos contributos do lutador Éder Jofre que foi campeão mundial em 1961 e 1973. Anos mais tarde, Adilson Maguila Rodrigues também teve um papel preponderante, pois em 1989 foi campeão sul-americano e foi segundo no ranking do Conselho Mundial de Boxe (CMB). No final dos anos noventa, surgiu uma nova promessa do boxe brasileiro: Acelino de Freitas, mais conhecido como o Popó. Ele foi campeão mundial (1999) pela Organização Mundial de Boxe (OMB) ao vencer o russo Anatoly Alexandrov e isso inspirou milhares de praticantes brasileiros.

Fonte : http://lutasartesmarciais.com/artigos/historia-boxe



 

Aulão de Wrestling

 

O que é o wrestling

O wrestling, também conhecido como luta livre, é um desporto que opõe dois adversários que se enfrentam e lutam entre si em busca da vitória. Trata-se de um desporto agressivo que, à semelhança da arte marcial Vale Tudo, utiliza várias técnicas de combate, como atirar o adversário às cordas, torções, chaves, pontapés, murros, entre outros.

No wrestling, existe uma grande variedade de estilos (tradicionais e modernos) e formas de competição e cabe a cada jogador impor a sua luta, com o intuito de ganhar vantagem e posição em relação ao seu oponente. O vencedor é aquele que força o adversário à desistência ou consegue deixá-lo imobilizado no tapete de um ringue.

O wrestling é, sem dúvida, um espetáculo mediático de grande aparato que é conhecido e seguido em todo o mundo por milhares de apreciadores da modalidade.

A origem do wrestling

O wrestling é um dos desportos mais antigos, naturais e competitivos que tem vindo a ser praticado ao longo dos séculos. A sua origem é difícil de determinar, pois os combates de full contact sempre ocorreram nos mais diversos locais, entre os mais variados povos de todo o mundo. No entanto, existem desenhos de lutadores nas cavernas de Sumero – Akkadian, datados de 3.000 AC, assim como no Egito e na Babilónia em 2.400 AC.

O wrestling é assim um tipo de desporto clássico que nasceu há milhares de anos e reflete as várias formas de luta corporal de vários povos distintos.

As antigas Olimpíadas

Historicamente, o wrestling foi introduzido no ano de 708 AC, nas antigas Olimpíadas que decorreram na Grécia. Os wrestlers tinham como objetivo desenvolver a sua destreza física e mental e enfrentavam-se dentro de um círculo de areia, sem qualquer tipo de roupa, para que todos vissem que não levavam armas escondidas. Os praticantes demonstravam centenas de estilos marciais diferentes na prática do wrestling e ainda hoje muitos praticantes seguem estes estilos. Dos géneros principais, evidenciaram-se o estilo Greco-romano, estilo-livre, Judo Wrestling e Sambo Wrestling.

Os jogos olímpicos modernos

Em 1896, o wrestling fazia parte do primeiro programa da primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, realizado na cidade de Atenas, na Grécia. Na altura, os organizadores consideravam o wrestling uma modalidade muito significativa e foi por isso que se tornou o foco principal dessa edição. O wrestling como modalidade olímpica distinguiu-se em dois estilos de luta específicos. São eles:
  • Estilo Greco-romano: Um estilo de luta onde os lutadores utilizavam os seus braços e tronco para defender e atacar;
  • Estilo-livre: Um estilo de combate onde os wrestlers podiam usar as pernas para atacar os oponentes abaixo da cintura.

O estilo Catch Wrestling

O Catch Wrestling é um estilo de wrestling muito popular que era praticado nos Estados Unidos da América (EUA) nos finais do século XIX e inícios do século XX. Tratava-se de uma forma de luta muito particular que reunia em si vários estilos, como o Lancashire, Collar Elbow, Catch as Catch Can, Wrestling de Submissão Pehlwani e Jujutsu.

Os lutadores desafiavam todos os indivíduos a combater e estes ganhavam muito dinheiro se conseguissem derrotar os wrestlers principais. Estas competições levaram a um maior treino e especialização da modalidade, pois os combates eram muito duros e diversificados, graças aos vários estilos de wrestling existentes. Todos os novos estilos contribuíram para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do estilo Catch Wrestling.

O aparecimento das Artes Marciais Mistas (MMA)

O aparecimento das Artes Marciais Mistas (Mixed Martial Arts – MMA) é um dos eventos mais importantes na história do wrestling. Nos anos 70, Karl Gotch, lendário lutador, ensinou o estilo Catch Wrestling a vários lutadores profissionais japoneses, como Antonio Inoki, Tatsumi Fujinami, Hiro Matsuda, Osamu Kido, Satoru Sayama e Yoshiaki Fujiwara. Estes, por sua vez, formaram a Federação Universal de Wrestling (Universal Wrestling Federation) no Japão em 1984. A partir daqui, iniciou-se um movimento único que possibilitou que todos os lutadores desenvolvessem um estilo de luta muito próprio, possibilitando a combinação de várias artes marciais diferentes, como por exemplo o Jiu-Jitsu Brasileiro.

O wrestling profissional

Atualmente, o wrestling praticado é o profissional, também conhecido como Pro Wrestling e este visa entreter todos os apreciadores da modalidade através da realização de combates entre atletas devidamente preparados.
Esta é uma prática desportiva que difere dos outros géneros de luta e artes marciais, na medida em que os seus participantes criam um espetáculo de entretenimento, simulando um combate desportivo com as técnicas principais do estilo Catch Wrestling. A maioria dos combates tem o resultado predeterminado por uma equipa de promoção que ensaia todo o tipo de golpes que o combate vai ter. Esta representação inclui, geralmente, o uso de objetos ilegais como cadeiras, escadas e martelos, de modo a que o espetáculo seja ainda mais emocionante.
O Pro Wrestling atingiu níveis altos de popularidade nos EUA e nos países da América Latina e tem federações como a World Wrestling Entertainment (WWE), a número um desta indústria a nível mundial.
Este desporto reúne cada vez mais adeptos em todo o mundo e a prova disso mesmo são os recintos completamente lotados e os programas de TV com níveis de audiência elevados. 

Fonte: http://lutasartesmarciais.com/artigos/historia-wrestling

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aulão do Jiu-Jitsun

O Alesandro mais conheçido como Rato ele foi apresenta uma aula de jiu jitsu para nossa aula, ele passou algum golpes da modalidade.







Historia do Jiu- Jitsu

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.
A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.
Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.
De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.

Referencia: http://www.cbjj.com.br/hjj.htm